Aulas de Reforço Online em Matemática e Física(Ensino Médio e Fundamental) com o Prof. Eduardo Baldaci

February 4, 2009

 

Como é feita a cobrança? 

  A cobrança é feita por HORA/AULA, que corresponde a 60min ou 1h de aula. O agendamento/cobrança mínimo é de 2 (duas) HORAS, exceto em casos específicos com combinação prévia no momento do agendamento.  

 

 

 Como é feito o agendamento e o pagamento?  

O Agendamento é feito com 7 dias de antecedência, através do envio de qual será a matéria desejada (qual área da matemática ou física deverá tratar a referida aula). Em casa de correção e ou execução de trabalhos, estes deverão ser escaneados e enviados em arquivos pdf.  

 

 O pagamento das aulas presenciais é dividido em duas partes: a primeira (20%) , na confirmação do agendamento e a segunda(80%) , ao final da aula (em dinheiro ou cheque). Para maiores detalhes, consulte as informações sobre agendamento pelo email: contato@euvouaprender.com

 

 

 O pagamento das aulas Online é feito posteriormente via sistema de depósito ou Pague Fácil.  

 

 

Atrasos, reagendamentos e cancelamentos  

O atraso deve ser cobrado como tempo de aula; mas, quando possível, eu procuro compensá-lo. Esta compensação depende da agenda do dia e de circunstâncias que deixem claro que a culpa não foi do aluno. 

 

                                               Tabela de preços          

                   Preço Padrão  6,5% do salário Mínimo vigente    

 

 

Valor 1 hora/aulas h/a

Valor acima 2 horas consecutivas

1 aluno

6,0 % h/a*

R$ 28,00

6,0 % h/a  – 10% desconto

R$ 25,00

2 alunos

5,0 % h/a por aluno

R$ 24,00

5,0 % h/a por aluno – 10% desconto

R$22,00

3 alunos

4,5% h/a por aluno

R$21,00

4,5% h/a por aluno – 10% desconto

R$19,00

 

 O Preço com desconto acima somente é aplicado quando as aulas foram ministradas na sala de aula do Projeto PEACE. Atendimento na casa do aluno não contará com o desconto de 10% e no caso da opção com * terá acréscimo dos mesmos 10%.  

 

 

Sobre o pagamento:  

.  As aulas presenciais deverão ser pagas antecipadamente, ou seja, no início de cada sessão; 

 

 

. Sob condições especiais, as aulas presenciais poderão ser quitadas com cheques pré-datados, sendo que neste caso todos os descontos perderão sua aplicação;  

 

 

. O não pagamento da aula implicará em cancelamento automático de todos os demais agendamentos e, consequentemente, do atendimento do mesmo; 

 

 

 . Aulas agendadas e não aplicadas por ação direta do aluno (atraso, doença, esquecimento ou outro compromisso) serão quitadas com se tivessem sido aplicadas, usando o critério mínimo 1 aluno/hora; 

 

 

. As aulas agendadas poderão ser canceladas até 48 horas da realização da mesma, sem a aplicação de multa;  

 

 

 . As aulas online não aplicadas por motivos técnicos nos computadores dos alunos deverão ser quitadas no valor de 50% hora/aula; 

 

Sobre as aulas gratuítas:

Em nossos anúncios, publicamos que a 1ª é grátis. E isto realmente é verdade! Porém, o que os interessados devem entender que isto é uma promoção e não uma obrigação. Assim, quem marca os horários disponíveis para aulas grátis é o professor e não o aluno.

Iremos oferecer uma gama de opções de horários,  dentre os quais o interessado deve escolher uma opção e nos comunicar com uma semana de antecedência.

Geralmente as aulas grátis serão aplicadas durante a semana à noite ou finais de semana, preferencialmente sábados pela manhã.

Sómente alunos pagantes podem exigir um horário fixo.

 

  Sobre aulas em véspera de provas, trabalhos de casa e correção de provas:

 

 

. Não aconselhamos aulas apenas em vésperas de provas devido ao tempo limitado para solução de dúvidas estruturais;  

 

 

 Sobre o atendimento à domicílio: 

  . O professor se reserva o direito de não atender alunos que não estejam na companhia dos pais ou responsáveis em sua residência durante o período das aulas;  

 

 

 . Solicita-se que o local destinado às aulas seja uma sala, com aparelhos sonoros ou televisores desligados, sem animais ruidosos e que os alunos não se ocupem com atendimento de ligações telefônicas durante as aulas;  

 

 

Sobre vestimenta: 

  . Solicitamos que os alunos optem por trajes próprios aos padrões exigidos para freqüência à ambientes formais, ou seja, sem exageros;   Tabela de horários:  

 

 

 Sobre Software:

Para ter aulas de reforço online em tempo real é necessário o aluno ter os seguintes programas: Skype e (Talk and write ou WhiteBoardMeeting) que acoplados nos dão uma boa plataforma de comunicação. Fizemos algumas experiências com outras plataformas. Há ainda a possibilidade de utilização do sistema Ellumninate.   Afim de maximar a atenção e os recursos digitais, os alunos devem desabilitar quaisquer hardwares (Cd e Dvd) ou programas como MSN e similares durante as aulas.     

 

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Aulas particulares à distância, muito mais dinâmicas e atrativas, com segurança total e know How !  

 

 

Quem é o Prof. Baldaci?  

 . Atua há 25 anos lecionando aulas particulares para alunos de 3 Estados (MG, RJ e MT);

 

Foi eleito como Ouvidor do Ano em 2005, condecorado pelo Gov. de MT Blairo Maggi;

 

. Um dos 4 astrônomos amadores reconhecidos pela NASA no Brasil;   Reconhecido na área da astronomia pelos principais órgãos de imprensa do Mato Grosso; possuindo inúmeras reportagens exibidas no Youtube.

 

 

Ter ou não ter um Professor Particular?

 Muitas vezes, pais se deparam com uma questão: o aluno está com dificuldade em determinada matéria e corre o risco de repetir o ano. Pode e vale a pena levar os filhos para um professor de aula particular? Como escolher bem aquele que irá lecionar para o seu filho?  

 

 

Alguns orientadores e mestres afirmam que os alunos que prestam atenção nas aulas e cumprem suas tarefas de forma correta terão desempenho satisfatório e com certeza serão aprovados com folga no final do ano. Já outros professores admitem que salas de aulas cheias, com até 50 alunos, não permitem que alguns deles tenham o aprendizado ideal.  

 

 

 Mas nem sempre todos alunos obtêm sucesso em todas as matérias. Os motivos para isto são muitos nos dias de hoje. Os estudantes agora dividem seu tempo, não só com os estudos, mas com muitas outras atividades, como esportes, estudo de línguas e o lazer.

 

 

Da mesma forma, a vida das famílias hoje é diferente de tempos atrás. Pais e mães têm uma vida profissional extremamente ativa. Além da falta de tempo, muitos dos que tentam, encontram dificuldades para auxiliarem os filhos nas atividades escolares. Neste caso as aulas particulares podem surgir como auxílio. Afinal perder um ano gera conseqüências para toda vida. É um ano perdido e um alto investimento sem retorno.  

 

 

Nesta hora é também importante saber escolher o profissional que estará acompanhando seu filho. O ambiente onde são dadas as aulas, a preparação dos professores e do material didático são fatores importantes. Quem der aulas particulares, deve estar familiarizado com o programa do Colégio do aluno, que varia muito de escola para escola.

 

 

Também diante da insegurança em que vivemos nas cidades, a aula particular muitas vezes serve para que as crianças e adolescentes ocupem parte de seu tempo com uma atividade sadia. É também claro que o professor particular deve seguir a filosofia de trabalho da escola, para que não se crie um problema ao invés de uma solução para a vida do estudante.

 

Não é admissível criar, pelo fato de haver aula particular, um clima desfavorável para o aluno em sua escola.  

  

O bom professor deve também conhecer o conteúdo de todos os anos, do ensino básico ao ensino médio. “Isto evita que se corte o elo de ligação de um ano ao outro e facilita ao profissional identificar as deficiências de base. Assim a aula particular não vira uma “muleta”, que cria no aluno uma dependência eterna de acompanhamento, mas sana definitivamente o problema.

 

Um bom alerta para o momento certo do aluno freqüentar uma aula particular: “Com freqüência recebo alunos com deficiências quase irreversíveis. O correto é nunca esperar a última hora. Manter boas médias o ano todo é muito mais econômico para os pais e benéfico para os alunos, que ficam com bases sólidas para enfrentar os anos seguintes e depois o vestibular”.  

 

 É certo que existem centenas de professores particulares no mercado. Como em todas as áreas, há os bons e maus profissionais. Perguntar ao professor sua formação, a experiência na atividade e o conhecimento a respeito da filosofia de trabalho da escola de seu filho são dicas importantes de como escolher bem a pessoa que estará ajudando o aluno. Uma relação correta, confiável e profissional entre alunos, pais e professores é de fundamental importância. É certo também que o ideal é que o aluno nunca precise de aula particular. Mas as pessoas são diferentes e, dependendo da realidade de cada um, o acompanhamento especializado ao estudante pode ser benéfico.

 


Ainda dá tempo

November 9, 2008

 

Max G Pinto  
Qualquer dúvida vale a pena: a estudan-te Júlia Sardenberg, 13 anos, aprendeu nas aulas de reforço de matemática da Escola Cooperativa (SP) que precisava falar mais para tirar suas dúvidas. Júlia ficava sem graça de fazer perguntas porque os outros alunos que discutiam a matéria pareciam ter questões mais pertinentes. “No reforço, vi que minhas dúvidas também valem”, diz.  
O que devemos fazer quando o filho vai mal na escola
Como agir na hora da lição de casa
A repetência do ensino público
 
 
Escolas, pais e estudantes recorrem
a aulas de reforço, psicólogos e outras
estratégias para que a criança não
perca o ano.
Eliane Lobato e Mônica Tarantino
Colaborou: Eduardo Hollanda

Outubro é um mês com significado diferente para pais e filhos. Representa, para alguns, a última etapa a ser vencida para avançar uma série na escola. Mas, para outros, tem peso maior. É um período de esforço e de tensão para recuperar a defasagem em uma ou mais matérias e atingir a pontuação exigida para virar a página do calendário escolar. Nessa época, a procura por aulas particulares triplica. Na escola Vésper, um centro de aulas particulares de São Paulo, o número de alunos subiu de 67 em março para 155 no final de setembro. Não é por menos. Segundo os cálculos das próprias escolas, cerca de 10% dos alunos de colégios particulares, ao longo do ano, fazem reforço, recuperação, lições especiais e aulas particulares.

Nessa hora, a pergunta que pais e educadores se fazem é como ajudar as crianças a superar os problemas. Eis aí uma questão que só poderá ser respondida com um conhecimento detalhado do que se passa com o estudante. “Pode haver mais de uma razão para a nota baixa”, diz a neuropsicóloga infantil Ana Olmos, de São Paulo. Por trás da nota insuficiente, diz Ana, pode estar uma dificuldade com o conteúdo da matéria ou problemas que vão desde a falta de organização para estudar em casa, momentos de desatenção na sala de aula, desinteresse pela matéria, conflitos emocionais até males físicos, como a necessidade de óculos adequados ou dificuldades auditivas.

Dárcio de Jesus
Cestinha da escola: no primeiro trimestre, Valdimir Diniz, 11 anos, aluno da 4ª série do Colégio Marista, em Brasília, teve conceitos insuficientes em portu-guês, matemática e geografia. Desatenção e falta de concentração. “Não prestava atenção”, conta. A saída indicada pela escola foram aulas particulares. Valdimir, que joga basquete, admite que, além das aulas, a “pressão” caseira ajudou. “Minha mãe me proibiu de jogar até meu rendi-mento melhorar. Fiquei mais responsável e minha avaliação subiu”.

Para descobrir a razão, muitos pais perguntam diretamente aos filhos o que está acontecendo. Às vezes, tiram da conversa respostas como “detesto matemática” ou “a aula de geografia é muito chata”. Diante dessas afirmações, o melhor caminho é dialogar com a escola. Muitas, aliás, chamam os pais antes mesmo de o rendimento escolar despencar. O Colégio Santa Cruz (SP), por exemplo, trabalha assim. “A parceria entre pais e escola é importante para
entender o que se passa com os estudantes em
vários aspectos”, diz Sônia Barretto, coordenadora do ensino fundamental da escola.

Quando a dificuldade é fruto de uma fase de distração passageira e, como resultado, o aluno não acompanhou parte do conteúdo ensinado na aula, na maioria das vezes a revisão da matéria é suficiente para retomar o passo. E isso pode ser feito com as aulas de reforço oferecidas nos colégios. Na maioria das escolas particulares, elas são dadas o ano todo. No Marista, de Brasília, o aluno que consegue tirar o atraso antes do fim da recuperação ganha alguns dias de descanso. “Não é preciso esperar o fim da recuperação para aprovar o aluno”, explica Júlio Egreja, assessor psicopedagógico da escola. Já o Objetivo criou uma ampla rede de apoio. “Temos plantão de dúvidas por telefone e de professores, aulas de reforço, recuperação e a chance de levar três dependências para resolver na série seguinte”, diz Vera Antunes, coordenadora da escola.

Entre os educadores, existe uma discussão sobre
o que é de fato necessário acontecer nas aulas de
apoio para que elas funcionem. “Elas precisam ir além da repetição da matéria. Se o aluno não entendeu uma explicação, repeti-la
pouco adiantará. É necessário mudar a forma para que ele veja o assunto de
outro jeito”, diz a educadora Clice Haddad, coordenadora do ensino fundamental
da Escola da Vila (SP).

Renato Velasco  
De olho no vestibular:
a advogada Cristina Moura, do Rio, fez duas faculdades sem precisar de aula particular, mas a filha Débora, 13 anos, tem aulas  de matemática, portu-guês e desenho geométrico. A garota cursa a 7ª série do Colégio Santo Agos-tinho, considerado um dos melhores da cidade
.
 

A experiência da professora Sueli Fanizzi, do Santa Cruz, confirma essa teoria. “No reforço, o conteúdo precisa ser visto de forma diferente”, diz. Nas salas de reforço de matemática para alunos da 2ª série que ministra na escola, ela inova. “Analiso os erros dos alunos para descobrir com eles quais raciocínios levaram àquele resultado. As crianças ficam motivadas e constroem o conhecimento”, descreve. Outro aspecto que ganha importância é a necessidade de reforçar a confiança do aluno, muitas vezes abalada pela avaliação abaixo da média. “Quando a auto-estima melhora, ele acredita mais na própria capacidade de aprender”, diz a professora Sueli.

Mas, se os alunos com dificuldades de conteúdo vão para a frente com algumas aulas a mais, o que dizer dos que continuam com avaliação insuficiente ano após ano? Aí há outro leque de razões. Uma das mais frequentes é a falta de método para estudar. Ou seja, o aluno não estabelece uma rotina que lhe permita cumprir as tarefas escolares. Essa situação costuma ser identificada pela escola. “Os jovens deixam pistas de que estão passando por essa dificuldade. Muitos se queixam de não ter tido tempo de estudar toda a matéria para a prova porque era muita coisa”, observa a psicóloga Mariângela. Muitas vezes, a desorganização pode ser apenas um reflexo do modo de vida familiar. “Existem famílias, por exemplo, que não têm o hábito da leitura. Nesses casos, o aluno precisa ser ajudado para criar uma rotina”, avalia a educadora Clice. Pode haver ainda uma dificuldade de concentração. “Há casos em que falta ao aluno um lugar tranquilo para fazer as tarefas da escola”, diz a orientadora Valéria Silva, do colégio Miguel de Cervantes (SP).

 

 

 

 

 

Alan Rodrigues
Despertar com a matemática:
a arquiteta Sergina Brandão Machado, de São Paulo, substi-tuiu a professora particular de matemática da filha Marília, 14 anos, quando viu que faltava experiência de aula à universi-tária contratada. No final do trimestre passado, Marília fez recuperação de várias matérias e precisou de aulas extras dois dias antes da prova de mate-mática. “A escola é puxada demais. Sei que preciso prestar mais atenção nas aulas, mas tenho sono especialmente nas primeiras horas da manhã, durante as aulas de mate-mática”, diz a garota.

Na tentativa de oferecer mais uma opção para esses estudantes, algumas escolas experimentam uma nova modalidade de apoio. Alunos do ensino médio acompanham os menores, indo à casa deles diariamente para ajudar na organização do estudo e explicar dúvidas. São os tutores. “Esse modelo já existe nos Estados Unidos e na Europa com ótimos resultados”, diz Andréa Ramal, consultora educacional dos governos da Bahia e do Rio. O mesmo sistema funciona no Colégio Magno e no I.L. Peretz (SP). E se nenhuma das alternativas anteriores foi válida, outro recurso são as sessões com psicopedagogos, especialistas que ajudam a identificar com mais profundidade os pontos a serem trabalhados com cada aluno. Se for necessário, além de discutir a organização do tempo, auxiliam o aluno a reestruturar o seu conhecimento (e a perceber que sabe mais do que imagina) e trabalham com a família as suas responsabilidades no processo.A maioria das escolas não indica aulas particulares. Mas existem centros de orientação de estudos, a exemplo da Vésper, e as aulas do método Kumon. Trata-se de uma franchising de aulas particulares de matemática e português. O educador matemático José Antônio Lopes não desaprova o método. “Quando a criança estuda em uma escola tradicional e está acuada, ensinar macetes para quem não aprendeu a raciocinar direito sobre um problema é um alívio”, pondera.

Renato Velasco  
Lição no teatro: a empresária Maria Fernanda Duarte, de São Paulo, já não se lembra quantas vezes ficou sem férias por causa do filho Lucas, 15 anos. “Virou rotina dia 22 de dezembro ir atrás de professor para saber se o meu filho conseguiu nota nas provas de recuperação”, conta. Este ano, porém, ela está mais otimis-ta. Depois de sete anos de esforços, Lucas melhorou sua relação com os estudos. Como? Curso de teatro. “Ninguém aprende sob tensão. Descobri que o teatro me relaxa. Me realizo e o resto fica mais fácil”, diz Lucas. Antes disso, ele teve aula particu-lar, reforço na escola, ficou de recuperação, fez terapia, sessões com psicopedagogos e fonoau-diólogos, mudou de escola e brigou muito em casa.  

O baixo rendimento escolar também pode indicar conflitos emocionais. As possibilidades vão desde crises previsíveis da adolescência até crises acidentais, como luto e mudanças. “Algumas crianças, por exemplo, ficam inseguras quando mudam da 4ª para a 5ª série. O aluno passa a ter vários professores e outras demandas que requerem maior organização e autonomia. Alguns precisam de mais suporte”, diz Sônia, do Santa Cruz. Entre os adolescentes, os conflitos aparecem de maneira mais sutil ou até em gestos de indisciplina. “Há jovens que passam por fases de desinteresse, falta de atenção ou agressividade”, diz a orientadora Valéria.

Aliás, queixas por tumultuar a sala de aula e até atos mais ruidosos, como brigas com outros alunos, estão entre os motivos mais frequentes de convocação dos pais à escola. É um encontro delicado, que mexe com as expectativas dos pais e esbarra nas regras do colégio. “Às vezes avisamos os pais e mandamos a conta se o aluno quebrou um vidro, por exemplo. Mas, se percebemos que há outras questões, é fundamental conversar”, conta Valéria. Nos encontros pode surgir a recomendação de procurar um psicólogo. Em alguns casos, os testes aplicados em consultório revelam as características dos conflitos e alterações de percepção causadas por deficiências auditivas ou visuais. A família também é convidada a participar de sessões.

No final das contas, resta entender por que cada vez mais jovens precisam de apoio para dar conta do currículo. O problema, para alguns especialistas, está no excesso de estímulos. “A criança recebe muita informação e se dispersa. Por isso, o professor precisa ser ágil para transmitir o conteúdo”, analisa a professora Nivea Basile, da Vésper. Porém, na opinião da psicóloga Suelena Bastos, da Escola Americana, no Rio, os educadores estão percebendo que, até por todo o aparato de aprendizado que cerca o aluno, é preciso enxergá-lo de forma mais individual. “Cada aluno tem seu tempo, seu ritmo e suas exigências. Deve-se respeitar isso”, afirma.


Índia fornece até aula de reforço pela internet

October 29, 2008

 Matéria Publicada na Revista Exame: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092006/28092006-13.shl

 BOSTON (Reuters) – Professores particulares são um luxo que muitas famílias norte-americanas não têm condições de bancar devido aos preços entre 25 e 100 dólares por hora. Mas Denise Robinson, uma mãe da Califórnia, encontrou um professor online que cobra 2,50 dólares por hora. Detalhe: ele está na Índia.

 

 “Isso fez grande diferença. Minha filha está obtendo literalmente as melhores notas em todas as matérias, e nunca havia conseguido isso antes”, disse Robinson, que é mãe solteira e vive na cidade de Modesto. 

 

Taylor, 13, filha de Robinson, é uma das 1,1 mil crianças norte-americanas matriculadas na TutorVista, uma empresa de Bangalore que começou a atuar nos Estados Unidos em novembro e conta com uma equipe de 150 “professores particulares eletrônicos”, quase todos radicados na Índia. O serviço tem uma taxa mensal de 100 dólares oferece acesso ilimitado aos professores. 

 

Taylor faz duas horas diárias de aula de matemática e inglês, cinco dias por semana, a um custo médio de 2,50 dólares por hora, ante os 40 dólares cobrados pelos serviços online norte-americanos de aulas particulares –como o Tutor.com, líder de mercado–, ou o preço habitual de 100 dólares por hora em caso de aulas particulares com um professor presente. 

“Gosto de dizer às pessoas que as aulas particulares de minha filha custam o mesmo que uma refeição de fast food ou café no Starbuck’s”, afirmou Robinson. 

 

A tendência da terceirização alimentou um boom em serviços asiáticos de atendimento telefônico a consumidores, cujos funcionários bem-educados e de salários modestos atendem telefones 24 horas por dia para servir aos clientes de bancos e outras empresas norte-americanas. Agora, o setor começa a atuar no segmento que ocupa posição central na cultura norte-americana: a educação. 

 

O momento é difícil para o setor de educação nos Estados Unidos: apenas dois terços dos adolescentes vêm se formando nas escolas de segundo grau, proporção que se reduz a 50 por centro entre os negros e hispânicos, de acordo com estatísticas governamentais. 

 

China e Índia, enquanto isso, vêm produzindo o maior número de formandos em ciências e engenharia –pelo menos cinco vezes mais que os EUA, onde essas categorias de formandos estão em queda desde o começo dos anos 1980. 

 

Pais que usam escolas como a de Taylor dizem que fazem o que podem para dar vantagens aos seus filhos, para que obtenham melhores notas, acesso a melhores universidades e um futuro melhor, mesmo que as aulas sejam dadas por alguém com sotaque indiano a 15 mil quilômetros de distância.